07/03/2019

Dia Internacional da Mulher

No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, e que todas elas são merecedoras de homenagem isso nós sabemos. Mas e as mulheres que, de alguma forma, deixaram sua marca na história do Brasil, você conhece? Se não, conheça agora algumas delas:

DandaraDandara (1660) - Esposa de Zumbi dos Palmares, Dandara lutou pela libertação dos escravos no período colonial. Era totalmente contra os acordos com o governo e participava ativamente das elaborações de planos da resistência, sendo a cabeça pensante nas linhas de defesa do quilombo. Pouco se conhece de sua misteriosa história, mas é sabido que Dandara participava das caças do quilombo, sabia manejar armas e lutava muito bem capoeira. Durante a invasão dos bandeirantes, liderados por Domingues Jorge Velho, Dandara suicidou-se junto a outros quilombolas para não ser capturada e voltar à condição de escrava.

Maria QuitériaMaria Quitéria (1792) - Considerada a Joana D’Arc brasileira, Maria Quitéria de Jesus lutou pela independência do Brasil, no início do Século XIX. Para poder entrar em combate, ela disfarçou-se de homem e apresentava-se como soldado Medeiros aos outros oficiais. Acabou sendo desmascarada pelo próprio pai, mas foi defendida por seu comandante e continuou lutando ao lado dos homens.

Nísia FlorestaNísia Floresta (1810) - Outra precursora do feminismo no Brasil, ela é autora do mítico livro “Direitos das mulheres e injustiça dos homens”, escrito em 1832. Esta é considerada a primeira obra feminista do Brasil! Ela também escreveu importantes livros em defesa dos índios e da abolição da escravatura. Nísia nasceu no Rio Grande do Norte, mas viajou o país defendendo a alfabetização das mulheres e chegou a fundar colégios para meninas no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.

Anita GaribaldiAnita Garibaldi (1821) - Ana Maria de Jesus Ribeiro lutou durante a Guerra dos Farrapos pela independência do Rio Grande do Sul. Ficou mais conhecida como Anita Garibaldi, depois de se casar com o revolucionário italiano, Giuseppe Garibaldi. Ela lutou também no Uruguai e na Itália e é considerada um exemplo de dedicação e coragem. Seu nome está inscrito no Livro dos Heróis da Pátria. No sul do Brasil, há duas cidades em sua homenagem: Anita Garibaldi e Anitápolis.

Chiquinha GonzagaChiquinha Gonzaga (1847) - Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, foi uma famosa compositora, pianista e maestrina brasileira. Fez história por ser autora da primeira marcha carnavalesca “Ó Abre Alas” (1899), e também por ter sido a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Chiquinha Gonzaga também participou ativamente da campanha abolicionista e da proclamação da república no Brasil.

Narcisa AmáliaNarcisa Amália de Campos (1856) - nasceu em São João da Barra e é considerada a primeira jornalista profissional do Brasil. Fundou um jornal dirigido ao público feminino, "Gazetinha", onde tratava de questões das mulheres, mas também sobre a abolição da escravidão e o nacionalismo. Apesar de ter sido reconhecida em vida, a carreira poética de Narcisa Amália foi curta porque não havia interesse em editar autoras naquele século. Faleceu no Rio de Janeiro, em 1924, completamente esquecida.

Leolinda DaltroLeolinda Daltro (1859) - Considerada uma das precursoras do feminismo no Brasil, Leolinda foi uma professora que lutou pela causa indígena e pela autonomia das mulheres no Século XIX. Ela é um dos nomes mais importantes do movimento sufragista no país e foi a principal fundadora do Partido Republicano Feminino, em 1910. Além disso, chegou a separar-se do marido para viajar pelo interior do país em prol da alfabetização laica dos índios.

Tarsila do AmaralTarsila do Amaral (1886) - Ela é autora da pintura brasileira mais valorizada da história, o Abaporu (que ultrapassa os US$2,5 milhões). Tarsila é um dos nomes centrais da primeira fase do modernismo artístico no Brasil e foi uma das responsáveis pela organização da revolucionária Semana da Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo.

Celina GuimarãesCelina Guimarães (1890) - Foi a primeira eleitora do Brasil, alistando-se aos 29 anos de idade. Com advento da Lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, o Rio Grande do Norte foi o primeiro estado que estabeleceu que não haveria distinção de sexo para o exercício do sufrágio. Assim, em 25 de novembro de 1927, na cidade de Mossoró, foi incluído o nome de Celina Guimarães Vianna na lista dos eleitores do Rio Grande do Norte. O fato repercutiu mundialmente, por se tratar não somente da primeira eleitora do Brasil, como da América Latina.

Nise da SilveiraNise da Silveira (1905) - Foi uma das mulheres mais importantes na história da psiquiatria brasileira. Ela revolucionou os tratamentos que eram direcionados às pessoas com problemas mentais. A alagoana deu um basta aos métodos psiquiátricos violentos, que usavam eletrochoques, lobotomia e insulinoterapia. Assim, como um método alternativo e muito mais humanizado, ela propôs a arte como forma de terapia. A partir daí, psiquiatras de todo o país começaram a adotar as técnicas utilizadas por ela, que eram muito mais eficazes.

Rachel de QueirozRachel de Queiroz (1910) - Rachel foi nada menos que escritora, tradutora, romancista, cronista prolífica, jornalista e dramaturga de nosso país. Nascida no ano de 1910, foi a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras, no ano de 1977. O primeiro romance da escritora, intitulado como "O Quinze", ganhou o prêmio da Fundação Graça Aranha. Sem contar que o "Memorial de Maria Moura" ainda foi transformado em uma minissérie de TV e foi exibido em diversos países. Cearense, se tornou um verdadeiro expoente na ficção social nordestina.

Irmã DulceIrmã Dulce (1914) - Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce, foi uma religiosa católica. Ficou muito conhecida por conta de suas obras de caridade e assistência aos pobres, e é considerada uma das mais importantes ativistas humanitárias do século XX. Foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 1988 e beatificada em 2011.

Zilda ArnsZilda Arns Neumann (1934) - Reconhecida como uma das maiores humanitárias do Brasil, foi uma pediatra importantíssima para a redução da mortalidade infantil no país. Seu legado iniciou-se em 1983, quando ela fundou a Pastoral da Criança, uma gigantesca instituição ligada à Igreja Católica que hoje funciona em 20 países e atende mais de 1,5 milhão de crianças e adolescentes. Zilda faleceu no Haiti, em 2010, vítima do terremoto que dizimou o país naquele ano.

Maria da PenhaMaria da Penha (1945) - Depois de escapar de duas tentativas de assassinato por parte do marido e lutar durante 20 anos para ver o agressor e o Estado punidos, alertou o governo para a urgência de uma legislação que protegesse mulheres vítimas de violência doméstica. Sua batalha não foi em vão e a lei que leva seu nome vigora desde 2006. Hoje, ela coordena uma ONG que auxilia vítimas e trabalha no combate ao problema.

MartaMarta (1986) - Eleita a melhor jogadora do mundo por cinco anos consecutivos (entre 2006 e 2010), a alagoana conseguiu um feito inédito no futebol brasileiro. Entre os homens, nem Pelé e Ronaldo alcançaram essa marca! Ela é também a maior artilheira da Seleção Brasileira (contando a masculina e a feminina) e a maior artilheira da Copa do Mundo de Futebol Feminino.