26/03/2020

História emocionante do filme 'Lost Girls'

O filme da Netflix Lost Girls - Os Crimes de Long Island emocionou ao narrar a angústia de uma mãe (Amy Ryan) em busca da sua filha desaparecida. Dirigido por Liz Garbus, responsável pelo documentário What Happened, Miss Simone?, a trama é uma espécie de trampolim para a cineasta abordar o descaso das autoridades por populações marginalizadas, como prostitutas, e retratar a força de família e comunidades. Afinal, é por causa da insistência dos entes das vítimas que a polícia descobre uma série de assassinatos na região com perfis semelhantes ao da primeira desaparecida.

No entanto, Garbus e o roteirista Michael Werwie não imaginaram essa história. Na realidade, o caso de desaparecimento da jovem de 24 anos Shannan Gilbert aconteceu de verdade, em 2010.

Sem conseguir entrar em contato com a filha, que morava aos arredores de Nova York, Mari Gilbert fez a ocorrência do seu desaparecimento. O caso não recebeu muita atenção dos oficiais da polícia na época e, por isso, ela precisou ficar os importunando durante mais de um ano e meio para que, enfim, a levassem a sério. Eventualmente, a delegacia do condado de Suffolk abriu uma investigação que encontrou os corpos de outras 11 mulheres que, como Shannan, se prostituíam através do site Craigslist e desapareceram sem qualquer aviso. O culpado, que ficou conhecido como o Assassino de Gilgo Beach, nunca foi encontrado, mas se especula que ele tenha feito pelo menos 16 vítimas ao longo de 20 anos.

Vale notar, porém, que para a polícia Shannan Gilbert por muito tempo não foi contemplada nestes números. Encontrada em dezembro de 2011 em uma área pantanosa, a jovem não teria sido assassinada, segundo a autópsia da época, mas sim morrido afogada. A teoria não agradou nem um pouco a família da vítima. Em 2016, Mari Gilbert fez uma autópsia independente que sugeriu que Shannan poderia, sim, ter sido morta.

Recentemente, uma nova evidência fez com que a polícia passasse a considerar sua autópsia inconclusiva. Mari Gilbert, porém, nunca recebeu a notícia. A matriarca foi brutalmente assassinada pela filha Sarra Gilbert, diagnosticada com esquizofrenia. A jovem cumpre pena de 25 anos de prisão pelo assassinato e o caso de Shannan Gilbert segue um mistério.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Omelete